.

.

14 de abr de 2012

Se liga, novinha!


Não quero aparentar velha, mas houve muita coisa que mudou depois que larguei minhas bonecas e entrei na oitava série.Bonecas foram trocadas por maquinas fotográficas e celulares que expõem sua vida.
Fazem exatamente seis anos que isso ocorreu e confesso que dali por diante meninas queriam simplesmente bancar as mulheres e serem donas da sua vida. 
Ainda me lembro que estar com garotos mais velhos durante o intervalo era motivos de status ainda se fossem os mais populares, e quando um deles se interessava por alguma garota era uns dos motivos de se orgulhar da própria beleza.
Ainda lembro que quando teve uma festa de quinze anos, fiquei completamente ansiosa, afinal, minha sala inteira iria estar e  minha mãe sem pensar duas vezes, não deixou. Pronto! Meu mundo caiu, me desabei a chorar e disse que nunca ia ser como minhas amigas, pois, minha mãe já me prendia para ir na sorveteria de bairro imagine se fosse para uma festa super "badalada" de debutantes.
Mas, hoje em dia, meninas aos treze anos fazem apologia as bebidas, se auto afirmando que não precisam de ninguém para mandar em suas vidas,que são donas do seus próprios atos e que seus amores de "adoslecência" trazem lições como não se apegar ou ser fria dali por diante. Se comportando como uma pseudo mulher, esquecendo que ainda são meninas com corpos de mulher e demonstrando que quem tem corpo as vezes não tem cabeça. Deixando de lado os ensinamentos de seus pais, se teve um dia...  Esquecendo de valores básicos, que são cobrados em um futuro próximo.
Não estou para criticar ninguém, estou comentando que a mudança de valores hoje em dia está diferente. Eu, que sempre fui ensinada a cuidar de uma casa, crescer, lutar pelo que é meu profissionalmente, me apaixonar em casar estou sendo taxada como careta hoje em dia e pensando bem não estou tão velha assim.
Ver garotas com roupas extravagantes e curtas, com idade para brincar na rua ainda, se comportando como uma mulher de trinta posando para fotos com um como de vodca na mão e se glorificando em uma noite "divertida" de sexta feira, virou rotina.
E não tão longe, as meninas de quinze anos agora cultivam uma academia para ter um corpo malhado e demonstrar "poder" em cima de homens que são fisgados pelo simples fato da promiscuidade. Sendo as "novinhas" preferência de muitos "velhinhos safados" que só as usam para iludir e jogar fora. Crêem que ser fria e simplesmente ligar o "dani-se" é o melhor jeito de curtir a vida, sem ao menos se importarem com um caráter, moral ou dignidade.
Então, hoje em dia agradeço muito a minha mãe por sempre me restringir de um mundo que não é "tão legal" e sim vazios, de felicidades artificiais. E você menina, valorize o que você tem! O teu jeito, o seu corpo e explore o seu cérebro, por mais, que toda essa diversão pareça conquistadora daqui uns anos você verá o que realmente te faz feliz e que pernas torneadas não é o melhor jeito de conquistar o cara da sua vida.

- Bruna Carmona


9 de abr de 2012

Dessa vez é real...

Acho que demorou ou até foi destino, por outro lado acho que estava me preparando para te encontrar. Isso! Essa é a verdade... Eu estava amadurecendo.
- (...) Foram os outros tempos! -  Foi a frase que usei para definir tudo que está acontecendo agora. Pois bem, a verdade é que estava me preparando para a sua chegada.
Sofrer, chorar, rir, crescer e amadurecer foram etapas longas e caminhadas cansativas até acreditar que tudo isso que ocorre hoje é real.
Pois bem, meu amor, hoje me sinto encorajada para enfrentar qualquer tipo de medo e situação por um único motivo em especial, você! Fez com que arrancasse meu chão trazendo uma base da qual não tenho medo de me apoiar.
Você trouxe a esperança de ter algo amanhã, mas, não esquecer do hoje! Me trouxe um presente completo sem preocupações ou magoas. Trouxe uma felicidade acompanhada de confissões.
E agora em pouco tempo me mostrou o quanto preciso de você comigo para seguir em frente, por que não há um eu sem você, não existe mais um, agora existem dois, existe nós.

- Bruna Carmona